O ministro da Educação, Abraham Weintraub, respondeu no plenário da Câmara na tarde desta quarta-feira (15) que, caso alguma universidade pública reclame estar faltando recurso para algo relevante, poderá mostrar a dificuldade com transparência que será feito um esforço para que o problema seja solucionado. No entanto, disse que existem pesquisas em que as universidades teriam vergonha de divulgar que investem.
“A gente já recebeu 50 reitores para conversar. São 50 reitores que entraram no MEC e, depois, saíram sem chamar a imprensa. O dinheiro não é de uma pessoa, mas do povo. Então, é preciso ser explicado sim como é utilizado. Se a universidade está com dificuldade, eu me disponho a vir aqui [ao Congresso] discutir o número. A gente abre aqui na tela todos os números e mostra onde está faltando. Se falarem que estão pesquisando a cura da dengue, eu duvido que a gente não vá fazer um esforço e achar [recurso]. Mas vai ter pesquisa científica, entre aspas, que o pessoal vai ter vergonha de abrir e botar aqui na tela. Essa que é a verdade”, disse o ministro.
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Weintraub ressaltou também que uma das possibilidades de capitalizar as universidades é utilizar parte dos recursos desviados da Petrobrás nos anos de governo PT. Nesse momento, parlamentares governistas aplaudiram. Ele também defendeu que a prioridade na educação de base estava prevista desde o plano de governo de Bolsonaro:
“Contabilidade são números. A gente não tem como mudar. O que a gente tem hoje é um orçamento feito pelos governos anteriores, porque a crise atual foi feita pelos governos anteriores. A gente está evitando que o Brasil continue a afundar. O que a gente está fazendo é uma série de propostas. Posso vir aqui [ao Congresso] quantas vezes for necessário para mostrar dados, fazer apresentações técnicas. Mas a questão não sou eu, é o nosso projeto. Nós tínhamos desde o Plano de Governo a intenção de reforçar a educação básica e da creche. Nós ousamos falar que creche, pré-escola, ensino fundamental e técnico é uma prioridade, como é na Europa e no Chile, onde há indicadores melhores do que os nossos. Eu admiro o que dá certo e temos bons exemplos em todo lugar do mundo. Por isso, quando a gente é dogmático, não quer escutar a razão, quem vai pagar são as pessoas desamparadas”, disse, dando uma indireta aos parlamentares de oposição.
Nesta quarta-feira (15), diversos grupos alinhados à esquerda convocaram manifestações pelo país para reclamar do contingenciamento de recursos para universidades públicas.
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