O caos generalizado na Bolívia, iniciado com as controversas eleições de outubro e agravado com a renúncia e o exílio do presidente Evo Morales, teve mais um capítulo na noite desta terça-feira com a autoproclamação de Jeanine Álvez no palácio presidencial, em La Paz. [1][2]
De viés conservador, Álvez era a segunda vice-presidente do Senado Federal e, após a renúncia do presidente e do vice-presidente da República, bem como do presidente e do primeiro vice-presidente do Senado – todos aliados a Morales -, coube a ela o primeiro lugar na linha sucessória. O Itamaraty reconheceu Jeanine no posto.
“Foi declarada vaga a presidência e ela assumiu a presidência do Senado, que também estava vaga. Assim, assume constitucionalmente a presidência [da Bolívia]. A Constituição boliviana está sendo seguida e [assume] interinamente, claro, com o compromisso de convocar eleições”, avaliou ao jornal Folha de S. Paulo o ministro das Relações Exterores do Brasil, Ernesto Araújo. [3]
Jeanine Álvez era oposição a Morales e tem um viés conservador. Ela assume com o apoio das forças políticas contrárias a Morales, incluindo militares e o candidato derrotado na polêmica eleição de outubro, Carlos Mesa. No entanto, a sessão que legitimou sua posse não contou com o quórum previsto na Constituição devido a ausência dos senadores apoiadores de Morales.
“Assumo de imediato a Presidência do Estado e me comprometo a tomar todas as medidas necessárias para pacificar o país”, prometeu Álvez na sacada do palácio presidencial.
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