Dados de uma pesquisa do Serasa Experian mostram que a quantidade de pedidos de recuperação judicial no Brasil aumentou 55,8% nos sete primeiros meses de 2023 na comparação ao ano anterior.
Foram 695 requisições até o mês de julho, sendo que a maior parte, 550, foram deferidas. Os pedidos de recuperação servem para tentar evitar a falência e recuperar a empresa, e virou pauta depois que organizações como Lojas Americanas e 123 Milhas entraram com pedidos após serem envolvidas em escândalos fiscais.
Negociação
Vale ressaltar que a recuperação se trata de um não só benefício dos sócios e acionistas, mas também de empregados, fornecedores e clientes.
Quando aceito pela Justiça, a empresa obtém a permissão de suspender e renegociar dívidas com seus credores.
Falência
O processo nem sempre ocorre de forma positiva, correndo o risco de falência, onde a companhia encerra completamente suas atividades.
Todos os seus ativos são recolhidos pela Justiça e vendidos para o pagamento das dívidas, enquanto na recuperação judicial há uma negociação.
Dados
Apenas no mês de julho, houve um aumento significativo de 82,1% nos registros, totalizando 102 pedidos em comparação com o mesmo período de 2022. O levantamento indica ainda que o total de falências requeridas teve um aumento de 36,4% nos sete primeiros meses deste ano.
Além da Americanas e 123 Milhas, outras companhias que pediram recuperação judicial em 2023 são nomes conhecidos como Oi, Grupo Petrópolis, Light, Raiola, Nexpre e Avibras.
De acordo com os números da Serasa, o principal setor atingido é o de serviços, que registrou os maiores indicadores de falência e recuperação judicial em todos os meses do ano até agora.