O Instituto Atlantos, think tank independente sediado em Porto Alegre, foi homenageado com o Título de Honra ao Mérito pela Câmara Municipal da capital gaúcha. A concessão da honraria aconteceu na última sexta-feira (28) e reconheceu a importância da instituição na promoção da liberdade econômica, defesa da livre iniciativa e da responsabilidade individual no Brasil.
A homenagem, proposta pelo vereador Ramiro Rosário (Novo), destaca o papel fundamental do Instituto Atlantos na formação de lideranças e no debate de ideias voltadas para o fortalecimento da sociedade civil. Desde sua fundação, o Atlantos tem se consolidado como um dos principais espaços de pensamento e ação voltados à liberdade, promovendo eventos, palestras, traduções e publicações de livros e papers que fomentam a difusão dos valores liberais.
Além disso, um dos motivos pelo qual o Instituto Atlantos será agraciado com esta honraria é sua atuação na ajuda durante as enchentes de 2024. Durante a enchente, integrantes do Instituto atuaram como voluntários nos resgates, em centros de logística e no apoio a desabrigados. A organização também arrecadou cerca de R$ 120 mil para as vítimas da tragédia. Após ajudar no socorro imediato, o Atlantos lançou o projeto Reconstruindo com Liberdade, que auxiliou empresas de Porto Alegre a reerguerem seus negócios e garantirem a manutenção de empregos na cidade.
“O Instituto Atlantos nasceu com a missão de disseminar as ideias da liberdade, tanto na academia quanto na sociedade. Durante as enchentes, mostramos que a sociedade civil pode se mobilizar de forma mais ágil e eficiente do que o Estado. Essa honraria é um reconhecimento do impacto que buscamos gerar todos os dias”, afirmou o presidente do Instituto, Guilherme Dadda.
Plano inovador para controle de inundações no Rio Grande do Sul

Diante da maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul, o Instituto Atlantos protagonizou o esforço para a prevenção de novas catástrofes. A organização lançou o Caderno de Políticas Públicas para Controle de Inundações do Rio Grande do Sul, um documento com planos para mitigar o impacto de futuras enchentes em cidades gaúchas.
O material, elaborado por especialistas de diversas áreas, vai além das tradicionais respostas emergenciais e propõe uma abordagem baseada em liberdade econômica e participação ativa da iniciativa privada.
Entre os temas abordados estão a necessidade de revisão do planejamento urbano, a modernização dos sistemas de drenagem e um plano de reconstrução de áreas de risco. O documento destaca ainda o impacto negativo da insegurança jurídica e da sobreposição de legislações ambientais e urbanísticas, que dificultam investimentos em infraestrutura hídrica.
“A destruição causada pelas enchentes escancarou o fracasso da gestão estatal na prevenção de desastres. O Estado prometeu proteção, mas falhou. Chegou a hora de abandonar a dependência de soluções burocráticas e ineficazes e apostar em um modelo onde a sociedade civil e a iniciativa privada assumam um papel central na construção de cidades mais seguras e preparadas para o futuro”, conclui Dadda.